365 dias sem Amy - missmoon

365 dias sem Amy

by - julho 23, 2012


Lembro exatamente onde eu estava às 13:30, há 1 ano. Fiquei paralisada quando ouvi Marcos Losekann noticiar a morte dela. Eu não conseguia chorar, nem dizer nada. Minha mãe me olhou e disse: nossa, você ficou mesmo sentida, né? Era natural ela dizer isso. Tragédia anunciada. Outros diriam: drogada, louca, idiota. Na internet, pipocavam piadas de gosto duvidoso, dor, risos, amor... Eu estava imóvel.

Foi preciso Rehab para ela se tornar um fenômeno mundial, o que já era pra mim com In my Bed, Fuck me Pumps, October SongStronger Than Me. Gostei dela de cara. Não acreditava que pudesse haver Amy Winehouse, nascida em 1983. Escrevia suas letras e as cantava sofrida, poderosa e languidamente genial. Foi tão rápido e tão suficiente. Eu não escrevi uma linha, não postei uma foto. Amy era incrível e tudo que eu dissesse ou fizesse soaria banal como a maioria das coisas que li.


Embora nem sempre em tom de aprovação, Amy arrancou suspiros por onde passou. Além de ser brilhante na música, também tinha talento para a moda. Tanto é que criou sua própria coleção de roupas, eternizando o seu estilo e virando inspiração para diversos estilistas como, por exemplo, Jean Paul GaultierVestido retrô, cabelo montado e make gatinho eram marcas registradas do jeito de ser inconfundível da diva do Soul dos anos 00.


A sua vida foi devassada, seus medos e demônios expostos. Todos tinham algo a dizer sobre o seu futuro. Hoje, há quem ainda diga: "eu falei". Suas coisas estão sendo leiloadas, há notícias de disco póstumo e uma fundação para ajudar as vítimas de drogas com seu nome, provavelmente com a participação de sua vida e morte, Blake

Para além de tudo, Amy Winehouse deixou na memória algo que hoje parece cada vez mais raro: autenticidade. Cantava o amor e o sofrimento não apenas por serem temas universais, mas por serem próprios dela. Levava sua vida para o palco e também o contrário. Sem amarras, com alma.


Leio e releio o texto e acho insuficiente, inacabado. Há coisas que jamais conseguirei escrever sobre essa mulher. Mas, tenho certeza de uma coisa: não foi o álcool, nem foram as drogas. Amy era fera demais pra vacilar assim, ela só queria ser amada. 

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6 comentários

  1. Uma perda enorme para musica né ...
    Eu era apaixonada por ela ...


    Bjs ♥
    http://www.vintagefashion.com.br

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  2. Arrasou no post amiga! Adorei como você falou dela, também fiquei muito sentida com sua morte, ela será pra sempre minha diva.
    Também fiz uma pequena homenagem lá no blog.

    Beijoca

    http://mamahvivas.blogspot.com/

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  3. Adorei seu post, fiquei até arrepiada, pois Amy, para mim é diva e nunca morre. Escuto direto, até hoje e vou ouvir muito ainda... saudades dela! Sabe que eu também lembro que vi a notícia no Twitter? Quase tive um treco, tive de ligar para todo mundo pq não acreditava...
    Bjos, linda!
    Mirian [www.oavessodamoda.com]

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  4. Oi Neila,

    também gostava dela e fiquei chocada com o alvoroço que foi a morte e as conclusões apressadas. Ela garantiu o seu espaço na música e deixou numerosos fãs inconsoláveis.

    Bejim e excelente semana.

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  5. Tem pessoas que não morrem, deixam marcas tão fortes na nossa vida que sempre vão existir e Amy é uma dessas pessoas, como você citou ela era autêntica, excelente cantora, pra ficar na história.
    Bjs

    www.mademoisellebahia.blogspot.com

    Loja: www.brechodesapego.loja2.com.br

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  6. Uma grande cantora, com certeza vai deixar saudades, talentosa que pena que as drogas a levaram.
    http://www.closetdetendencia.com.br

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