12 MESES DE POE // JULHO 2017 - missmoon

12 MESES DE POE // JULHO 2017

by - agosto 18, 2017


Hey, amigos!
Dando continuação à atualização do desafio #12mesesdepoe, reli Assassinatos na Rua Morgue que, lançado em 1840, influenciou personagens marcantes da literatura, incluindo Sherlock Holmes (de Arthur Conan Doyle) e Hercule Poirot (de Agatha Christie). Essa história de Poe é um marco das histórias fantásticas de detetive, o início desse gênero de escrita.

C. Auguste Dupin, o protagonista do conto, é herdeiro de uma família francesa muito tradicional, mas que acabou falida. Suas habilidades de análise e de observação são especiais, o que o torna capaz de solucionar mistérios à fim de torná-los públicos e embora não seja detetive ou policial, ele cumpre com maestria essas funções. Como tantos outros especialistas, Dupin tem um gosto, digamos, peculiar e noturno, e um crime brutal, acontecido na tal rua, o instiga profundamente. 

A morte violenta da madame L’Espanaye e de sua filha, Camille, é  aterradora. O cômodo onde tudo aconteceu conta detalhes do ocorrido: muita bagunça, uma navalha suja de sangue e uma bolsa cheia de ouro dão pistas do que ocorreu. O corpo da mãe foi decapitado e jogado pela janela e o corpo da filha estava muito machucado, deixado, de ponta-cabeça, no espaço estreito da chaminé.

Numa visita pela vizinhança descobre-se que as pessoas ouviram os gritos das vítimas e escutaram também outras duas vozes que falavam em francês e num idioma desconhecido. Foi, então, que resolveram invadir a casa, porém não encontraram ninguém, o assassino já tinha escapado, deixando o quarto com as portas e janelas trancadas por dentro. 😳 

Com isso, a polícia acaba prendendo uma das testemunhas, mas Dupin está convencido de que o verdadeiro criminoso ainda está impune. Por isso, mesmo sem ter um cargo formal, ele consegue uma autorização para visitar a cena do crime, iniciando assim sua própria investigação.

Aos poucos, o narrador nos faz pensar conforme seu raciocínio e, a medida que isso acontece, conseguimos desvendar o caso misterioso. Muito empolgante, e que nos faz entrar de cabeça na narrativa, o texto conduz e nos faz acreditar que somos todos investigadores em potencial. Não é à toa que Poe se consagrou um vanguardista das histórias de crime e mistério, ele arrasa demais socorro esse homem, viu. 


"...Se a esperança se vai, esvoaçando,
que me importa se é noite ou se é dia...
ente real ou visão fugidia?
De maneira qualquer fugiria.
O que vejo, o que sou e suponho
não é mais do que um sonho num sonho."
Já falei que Alone aqui é o meu poema favorito de Edgar Allan Poe e garanto que Um Sonho Dentro de um Sonho tá ao lado dele no meu coração. A angústia de ver as coisas lhe escapar das mãos é uma coisa que ele traduziu de forma impressionante. Apenas quem vive essa angústia diariamente é capaz de precisar o sentimento. É dolorido, dolorido demais.

"Fico em meio ao clamor, que se alteia
de uma praia, que a vaga tortura.
Minha mão grãos de areia segura
com bem força, que é de ouro essa areia.
São tão poucos! Mas, fogem-me, pelos
dedos, para a profunda água escura."
Esse é um poema curto, mas suficiente. Ele é preciso na sua função, não seria necessário nem uma palavra a mais ou a menos. Para se ter uma ideia, ele é tão completo que acabou inspirando o mestre Hopkins a dirigir e estrelar - SlipStream - Um sonho Dentro de um Sonho - filme baseado nesse poema. Veja o trailer aqui.

Os meus olhos se inundam de pranto.
Oh! meu Deus! E não posso retê-los,
se os aperto na mão, tanto e tanto?
Ah! meu Deus! E não posso salvar
um ao menos da fúria do mar?
O que vejo, o que sou e suponho
será apenas um sonho num sonho? 
Provavelmente, sim, Poe

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