PROJETO MAN IN BLACK // SEMANAS NO. 15 E 16 - Missmoon

PROJETO MAN IN BLACK // SEMANAS NO. 15 E 16

by - agosto 06, 2017


Hey, amigos!
Retomando o #projetomaninblack vamos aos anos de 1969 e 1970. A vida de Johnny começava voltar aos trilhos e em 69 ele gravava seu segundo álbum ao vivo, o Johnny Cash at San Quentin, mesmo ano do nascimento de seu filho, com June Carter, John Carter Cash. 

A partir desse ano (e até 1971), Cash estrelou seu próprio programa que contava com a participação de vários astros da música, como Neil Young e Bob Dylan. Mesmo antes de se conhecerem pessoalmente, Cash e Dylan já se apoiavam, onde Dylan chegou a afirmar que ele era "a voz do centro da terra" e os dois tornaram-se amigos depois de morarem na mesma vizinhança de Woodstock, em Nova Iorque, no final dos anos 60. 

Em complemento às aparições de Dylan em seu programa, Cash gravou um dueto com ele em Nashville Skyline, além de escrever o encarte do álbum vencedor do Grammy. Outro artista que recebeu grande apoio do The Johnny Cash Show foi o compositor Kris Kristofferson. Durante uma apresentação ao vivo da "Sunday Morning Coming Down", de Kristofferson, Cash provocou polêmica ao se recusar a mudar um dos versos para satisfazer os executivos da emissora, preservando intacta a canção com suas referências controversas à maconha: "On the Sunday morning sidewalks / Wishin', Lord, that I was stoned" ("Nas calçadas das manhãs de domingo / Pedindo, por Deus, que eu esteja chapado").

Grandiosamente popular e de sucesso inquestionável, no começo dos anos 70, Johnny Cash havia conseguido consagrar sua imagem pública. E como Cash se apresentava, na maioria das vezes, vestido de preto, calçando uma bota igualmente preta de cano longo, e ele logo foi chamado de "Man in Balck" (O Homem de Preto). Vale ressaltar que este estilo ia totalmente de encontro ao usado pela maioria dos astros country da época: chapéus, roupas e botas de caubói tudo muito claro e limpo. 


- DISCOGRAFIA 69 - 

LP - The Holy Land, 01 de janeiro de 1969 (Columbia)
LP - At San Quentin, 01 de junho de 1969 (Columbia)
LP - More Of Old Golden Throat, 01 de julho de 1969 (CBS)
LP - This Is Johnny Cash, 01 de julho de 1969 (Harmony)
EP - Boy Named Sue / San Quentin, 01 de julho de 1969 (Columbia)
EP - Blistered / See Ruby Fall,  de 01 de novembro de 1969 (Columbia)
EP - If I Were A Carpenter / Cause I Love You, 01 de dezembro de 1969 (Columbia)

- DISCOGRAFIA 70 -   

LP - Hello, I'm Johnny Cash, de 01 de janeiro de 1970 (Columbia)
EP - What Is Truth / Sing A Traveling Song, 01 de abril de 1970 (Columbia)
LP - The World Of Johnny Cash, 01 de maio de 1970 (Columbia)
EP - Sunday Morning Coming Down / I'm Gonna Try To Be That Way, 01 de maio de 1970 (Columbia)
LP - The Johnny Cash Show, 01 de outubro de 1970 (Columbia)
EP - Flesh And Blood / This Side Of The Law, 01 de outubro de 1970 (Columbia)
LP - The Walls Of A Prison, 01 de novembro de 1970 (Harmony)
LP - I Walk The Line, 01 de novembro de 1970 (Columbia)


Em 12 de março de 1969, "Folsom Prison Blues" leva o Grammy de Melhor Country Vocal Performance male e Johnny Cash at Folsom Prison ganha o Best Liner Notes no 11º prêmio anual. Já em 7 de junho de 1969 o "The Johnny Cash Show" estreia na ABC-TV do Grand Ole Opry com o convidado especial Bob Dylan (no primeiro show); e o elenco regular, Tennessee Three, June Carter e Carter Family, Statler Brothers, e Carl Perkins, substituindo Luther Perkins, que acabara de morrer tragicamente em um incêndio. Bob Wootton torna-se uma substituição permanente na banda de Cash, e um suporte para as próximas três décadas.

Em Julho de 1969, "A Boy Named Sue" (escrita por Shel Silverstein) entra no ranking da C&W, atinge o # 1 (por 5 semanas). Entre 60 e 70, a licença Sun Records adquirida por Shelby Singleton, inicia um extenso programa de reedição, começando com "Get Rhythm" single e álbum do mesmo título, e então o Original Golden Hits Volume I e II, Show Time, Story Songs of the Trains and Rivers, e The Singing Story Teller, confirmando assim o legado duradouro da música de Cash.

1970 foi um ano intenso para a carreira de Johnny Cash. Embora ele tenha diminuído bastante o ritmo de gravações - se comparado ao início da carreira - com quase 20 anos de estrada ele é um fenômeno. "If I Were a Carpenter" (escrita por Tim Hardin e Bobby Darin), atinge a #2 posição com o duo Cash & Carter na lista da C&W.  Ainda em fevereiro desse mesmo ano "Hello, I Johnny Cash" atinge o topo dessa lista e lá permance por 4 semans; Johnny Cash reina absoluto! 

Já em março, "A Boy Named Sue" ganha o Grammy na categoria Melhor Música Country com vocal masculino. No mês seguinte, em 7 de abril de 1970, Johnny é convidado a ir na Casa Branca para se apresentar pro presidente Nixon. Em Setembro, "Sunday Morning Coming Down" (escrita por Kris Kristofferson), que como falei anteriormente, descreve a turbulência de um viciado, também entra para a lista da C&W, atinge o #1 das paradas permanecendo por duas semanas seguidas.  

Em 14 de novembro de 1970, The Johnny Cash Show, gravado ao vivo no Grand Ole Opry, entra no mesmo ranking da C&W, atingindo o nº 1 por 4 semanas.  Por fim, e não menos importante, I Walk the Line, em 19 de dezembro de 1970, vira trilha sonora do filme homônimo estrelado por Gregory Peck e baseado na novela An Exile. Para fechar o ano,  o single "Flesh and Blood" também vai parar na toplist da C&W. Johnny Cash está mais forte que nunca, sem dúvidas ele sabia como se superar e reinventar sua carreira das cinzas. 

+ infos:
Sobre o projeto: https://goo.gl/Fa4YCx
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