SLOW FASHION // O CONSUMO CONSCIENTE - Missmoon

SLOW FASHION // O CONSUMO CONSCIENTE

by - fevereiro 22, 2018

Hey, amigos!
Não é de hoje que a gente sabe que a indústria da moda é uma das maiores poluidoras mundiais. Isso significa que com os aproximados 80 bilhões de peças de vestuário sendo produzidos por ano há uma degradação ambiental sem precedentes. Sem contar a pior parte dessa história: a contratação de mão de obra escrava ou com similaridade à escravidão, onde milhares de pessoas trabalham até ficarem exaustas, quando não até serem mortos. Temos relatos

Assim, o movimento Slow Fashion surge na direção contrária do fast fashion e defende uma produção da moda de forma consciente e ética, respeitando os aspectos ambientais, sociais e econômicos. O movimento propõe uma produção mais lenta e programada, em um ritmo mais saudável e alinhado aos ciclos naturais.

O termo Slow Fashion foi usado pela primeira vez em 2004 pela escritora de moda Angela Murrills e, desde então, vem ganhando cada vez mais força. Ela relata ali as diferenças desse método  com o do seu antagônico, o fast fashion - que é a produção em massa de roupas, que gera dependência do consumidor, pois as produções de curta durabilidade possuem preços baixos aliado ao marketing apelativo e de massa, fazendo com que se compre mais, de forma descontrolada e continuamente. 


É por isso a enorme a importância de difundirmos o modo de produção desacelerado, para assim tornar conhecidos os pequenos produtores, muitas vezes artesanais, que trazem em suas peças durabilidade e a certeza de quem a produziu e em que condições. A maioria dessa cadeia produtiva trabalha com amplas pesquisas para garantir criações atemporais, justamente para que elas durem por anos, gerando muito menos lixo no mundo. 

Infelizmente, ainda temos um grande dificultador que é a impossibilidade de reduzir custos, para baratear as peças. Nisso, muitas lojas trabalham com preços mais altos o que afasta o consumidor de que não pode pagar por uma moda limpa. Acredito que ainda encontraremos uma solução para o ciclo vicioso criado pela grande indústria que causa tanto desequilíbrio. 

Mas, enquanto isso não acontece, busquemos sempre alertar pessoas próximas sobre o consumo consciente, que quando se trata de moda menos é mais sempre. Afinal, é bem melhor investir em uma peça que vai durar um ano - ou mais - do que comprar duas que permanecerão em bom estado por um mês, dois no máximo, porque desbota, descostura, fica larga ou encolhe. 

Pretendo escrever posts sobre algumas marcas que trabalham com o conceito de produção desacelerada que eu tanto prezo. Não deixe de acompanhar o blog para saber mais! 😉

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7 comentários

  1. Que post maravilhoso, é muito importante nos atentarmos pra isso.

    http://submersa-em-palavras.blogspot.com.br/

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  2. Eu sempre fui adepta do "slow fashion" e nem sabia! Nunca fui consumista e desde cedo escolhia muito bem as peças que eu compraria. A princípio era por que quando adolescente não tinha meu próprio dinheiro. Mas acabou que me tornei adulta e continuei com o mesmo estilo. Faz bem pro bolso e até pro planeta! Tenha um ótimo dia, beijos.

    Blog Paisagem de Janela
    www.paisagemdejanela.com

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  3. Olá, tudo bem?
    Realmente, é tão importante o consumo consciente, faz bem em todos os sentidos.
    Beijos!
    Dear Masen

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  4. Muito bom! Consumo consciente é tudo. as pessoas precisam aprender.


    Beijinhos
    n. // www.fashionjacket.com.br

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  5. Oie,

    Adorei o post, acho que sempre estive no "slow fashion" e nem sabia.
    Vamos consumir, mas sem exagero.
    Bjs e uma boa semana!
    Diário dos Livros
    Siga o Instagram

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  6. A solução é mesmo o consumo consciente, algo no qual todos precisamos trabalhar. Eu aprecio imenso o conceito, desconhecia o contexto no qual surgiu (pela escritora de moda), mas conheço a distinção e vantagens. Após conhecer algumas marcas, entender o propósito, apercebi-me que os preços são muito elevados. Pelos motivos óbvios, claro. Mas uma pessoa vê uma peça a 100€ e, com esse mesmo valor, compra imensa coisa! Certamente você entende. Por isso controlo mais o meu consumo de roupa do que propriamente as minhas opções (apesar de ler cada vez mais sobre isso e entender que devia manter atenção às etiquetas). Adorava mais ler sobre o assunto, gostei do modo como abordou algo tão grande e conseguiu resumir ao essencial, de um modo objetivo! Parabéns pelo post!

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