O QUE A QUEIMAÇÃO DA BURBERRY NOS DIZ SOBRE O FUTURO DA MODA - Missmoon

O QUE A QUEIMAÇÃO DA BURBERRY NOS DIZ SOBRE O FUTURO DA MODA

by - julho 24, 2018


Depois da H&M é a vez da Burberry, empresa que faz questão de divulgar a transparência na cadeia produtiva e declaração sobre a escravidão moderna, destruir uma estoque inteiro alegando questões logísticas. Daí a gente pensa: o que leva uma marca a desenhar, fabricar, enviar para passarela, comercializar peças e depois queimar grande parte dessa produção? Sim, incinerar tudo aquilo que foi feito simplesmente porque não vendeu em determinado tempo? 

Não há respostas convincentes para essa pergunta, pois nada justifica esse absurdo. O que é bom nisso tudo é que há uma revolução ocorrendo dentro da indústria da moda e, embora muitos pensem o contrário, ela definitivamente mudará a forma de produção e comercialização dos produtos. Com a difusão do consumo consciente será cada dia mais difícil para uma marca não ter sua produção baseada no slow fashion.

Roupas, sapatos e outros acessórios não terão mais espaço caso não sejam fabricados de maneira sustentável ou ainda não estejam preparados para durar. Aos poucos, vamos observando a cultura fast fashion, ou produções em escala insanas - mesmo as de luxo -, perdendo espaço para peças pensadas e construídas mais lentamente, que levam em conta os impactos ambientais e que não exploram seres humanos.

Uma peça de roupa deve ser fabricada apenas na demanda dos clientes

Sim, o slow fashion está deixando de ser um nicho de mercado para ser uma realidade. Há uma demanda crescente de pedidos por transparência e hoje se uma marca não mostrar o mínimo de sustentabilidade com certeza isso vai afetar sua imagem assim como as vendas também.

Mas, essas não são as únicas práticas que estão sendo cobradas para que tenhamos uma moda limpa.  Incentivar o reuso através de campanhas para que as pessoas doem as peças abandonadas no fundo do armário para instituições de caridade ou pessoas em situação de rua, são cada vez mais comuns. Até mesmo aquelas completamente desgastada podem ter como destino os centros de reciclagem, ao invés de ir parar num aterro sanitário qualquer, degradando ainda mais o meio ambiente.

"Buy less. Choose well. Make it last"

O caso da Burberry vem à tona dias depois da marca ter anunciado uma parceria com Vivienne Westwood, dona da icônica sentença "Compre menos. Escolha bem. Faça durar." e nos faz pensar sobre o que essa colaboração significa. Espero muito que a grande marca aprenda com a estilista que é uma das mais revolucionárias a levantar a bandeira do consumo consciente, e não o contrário. Porém, uma coisa já é tida como certa: a coleção, que chegará às lojas em dezembro, terá edição limitada e apoiará a instituição Cool Earth, que protege as florestas tropicais.


Com isso tudo é possível  gente concluir que roupa foi feita para ser usada, para durar! O descarte consciente - com doações ou reusos - é a melhor forma de diminuir os impactos ambientais e construir um futuro digno, justo e promissor. Queimar é, definitivamente, é a pior coisa que pode ser feita sob qualquer argumento.

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1 comentários

  1. Muito interessante esse conceito que você trouxe. Eu uso, reuso e uso de novo todas as minhas roupas.
    Bom final de semana!

    Jovem Jornalista
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    Estamos em Hiatus de Inverno e retornaremos dia 09 de agosto, mas não deixaremos de acompanhar seu blog.

    Até mais, Emerson Garcia

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