domingo, 24 de março de 2019

Slow fashion - Consumo consciente e Moda justa

O termo Slow Fashion foi usado pela primeira vez em 2004, pela escritora de moda Angela Murrills e, desde então, vem ganhando força cada vez mais. 

Não é de hoje que a gente sabe que a indústria da moda é uma das maiores poluidoras mundiais. Isso significa que com os aproximados 80 bilhões de peças de vestuário sendo produzidos por ano há uma degradação ambiental sem precedentes.

Sem contar a pior parte dessa história: a contratação de mão de obra escrava ou com similaridade à escravidão, onde milhares de pessoas trabalham até ficarem exaustas, quando não até serem mortos. Temos relatos

Assim, o movimento Slow Fashion surge na direção contrária do fast fashion e defende uma produção da moda de forma consciente e ética, respeitando os aspectos ambientais, sociais e econômicos. O movimento propõe uma produção mais lenta e programada, em um ritmo mais saudável e alinhado aos ciclos naturais.

Foi assim que Angela Murrills chamou a atenção para as diferenças desse método  com o do seu antagônico, o fast fashion - que é a produção em massa de roupas, que gera dependência do consumidor, pois as produções de curta durabilidade possuem preços baixos aliado ao marketing apelativo e de massa, incentivando assim a compra descontrolada e continuamente.





É por isso a enorme a importância de difundirmos o modo de produção desacelerado, para assim tornar conhecidos os pequenos produtores, muitas vezes artesanais, que trazem em suas peças durabilidade e a certeza de quem a produziu e em que condições. A maioria dessa cadeia produtiva trabalha com amplas pesquisas para garantir criações atemporais, justamente para que elas durem por anos, gerando muito menos lixo no mundo

Infelizmente, ainda temos um grande dificultador que é a impossibilidade de reduzir custos, para baratear as peças. Nisso, muitas lojas trabalham com preços mais altos o que afasta o consumidor de que não pode pagar por uma moda limpa. Acredito que ainda encontraremos uma solução para o ciclo vicioso criado pela grande indústria que causa tanto desequilíbrio. 

Mas, enquanto isso não acontece, busquemos sempre alertar pessoas próximas sobre o consumo consciente, que quando se trata de moda menos é mais sempre. Afinal, é bem melhor investir em uma peça que vai durar um ano - ou mais - do que comprar duas que permanecerão em bom estado por um mês, dois no máximo, porque desbota, descostura, fica larga ou encolhe. 

Pretendo escrever posts sobre algumas marcas que trabalham com o conceito de produção desacelerada que eu tanto prezo. Não deixe de acompanhar o blog para saber mais! 😉



@heymissmoon
Todos os Direitos Reservados.


Sou jornalista com Especialização em Comunicação e Marketing de Moda e idealizadora do Hey, Missmooon. Aqui, te ajudo a entender como funciona o fashion Business e, de quebra, a preservar o nosso planeta!

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